Carta aberta ao Deputado Jean Wyllys

CartaJean

Prezado Deputado Federal Jean Wyllys,

Esta carta é motivada pelo seu posicionamento em relação ao seriado Sexo & As Negas, da Rede Globo.

Antes de mais nada, gostaríamos de externar nossa extrema decepção com seu posicionamento de pouca solidariedade ao se referir a “setores do movimento negro” , que interpretamos aqui como especialmente mulheres negras com a expressão “sem discernimento”. Continuar lendo

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Campanha #PretasComDilma

Pretas com DilmaApós o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais 2014, nosso coletivo resolveu se posicionar. Queremos continuar a fazer as críticas e o debate com o Estado brasileiro e reconhecemos que com Dilma esse diálogo é possível. Continuar lendo

Pretas Candangas estão com Dilma!

Nossa irmandade, Pretas Candangas, entende que o voto é um exercício político, um exercício importante de cidadania.  Assim sendo, viemos a público declarar que estamos com Dilma! Um governo que ousou se propor a corrigir rotas históricas que levam a desigualdades – como as raciais e de gênero. Desigualdades que são a base da pobreza e da má distribuição de riqueza existentes no Brasil.

Um governo que, deixando-se permear pela luta histórica e demandas bem consolidadas dos movimentos negros, trouxe para sua gestão uma perspectiva de articulação da luta por salários mais dignos e direitos sociais com a superação do racismo; das políticas públicas universais com ações afirmativas.

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A dimensão racial dos ventres livres

por Ana Luiza Flauzina*
Ventre Livre

“o reclame é também pelo enfrentamento da máxima da morte e da subordinação como o único destino dos produtos gestados pelos úteros de mulheres negras”

Foi num 28 de setembro. Em seu gabinete, conta-se que a princesa branca assinou a lei que garantiria a liberdade à prole das mulheres negras. Numa canetada, a história sedimentou a narrativa da passividade feminina branca, na imagem de Isabel como uma peça de sensibilidade no jogo politico masculino, e da subalternidade feminina negra, na projeção das mulheres escravizadas como destinatárias desta dita generosidade.
Apropriada pela resistência feminista na década de 1990, a Lei do Ventre Livre passou a ser um marco na luta pela descriminalização do aborto. O simbolismo parece oportuno para a demanda inadiável da autodeterminação dos corpos. Um reclame legítimo ecoado solidariamente por mulheres de todas as cores, classes e orientações sexuais, para que o dizer sobre suas escolhas seja exercido na primeira pessoa. Uma tentativa de se frear as perversas pautas do sexismo que tem, em nome dos discursos distorcidos da defesa à familia e à vida, gerado violações que vão dos estupros sistemáticos aos feminicídios tolerados, passando pelas esterilizações e mortes produzidas em abortos clandestinos e inseguros.

Candidaturas negras apresentam propostas setoriais em roda de conversa em Brasília

Por Cecília Bizerra Sousa

Candidaturas apresentaram propostas para o povo negro no Distrito Federal.

Candidaturas apresentaram propostas para o povo negro no Distrito Federal. Foto: Daniela Luciana Silva.

Na noite desta segunda-feira (22), no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, foi realizada a Roda de Conversa “Candidaturas Negras ao Legislativo”. O evento foi promovido pela Irmandade Pretas Candangas com o objetivo de abrir, para as candidaturas negras do Distrito Federal, um espaço para a apresentação de propostas, planos de mandato e discussão de temáticas de interesse da população negra, como a baixa representatividade de negros e negras no Legislativo e alternativas para mudança deste quadro. Continuar lendo

Desafios à superação das desigualdades no Parlamento

Fala de Paula Balduíno de Melo,  no seminário Desigualdades no Parlamento em 19/09/2014. Leia a íntegra aqui

Paula Balduíno. Foto: Marcos Fernando/ Coletivo Expressão. Acervo Festival Latinidades Afrolatinas

Paula Balduíno. Foto: Marcos Fernando/ Coletivo Expressão. Acervo Festival Latinidades Afrolatinas

Somos 49 milhões de mulheres negras, isto é, 25% da população brasileira. Vivenciamos a face mais perversa do racismo e do sexismo por sermos negras e mulheres. Sabemos que as pessoas negras no Brasil são as que mais são assassinadas, as que têm menor escolaridade, menores salários, maior taxa de desemprego, menor acesso à saúde, são as que morrem mais cedo e têm a menor participação no Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, são as que mais lotam as prisões e as que menos ocupam postos nos espaços de poder. Continuar lendo

Seminário apresenta estatísticas sobre subrepresentação de negrxs no Sistema Político

O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) realiza evento com apresentação de estatísticas do perfil das candidaturas às Eleições 2014, na sexta-feira (19/9), em Brasília.
Uma de nós, Pretas Candangas ( Paula Balduíno ), estará na mesa representando a  Marcha das Mulheres Negras, pela Articulação de Organizações de Mulheres Brasileiras (AMNB) e participará da análise conjunta, com texto inédito. As informações analisadas fazem parte do “Perfil dos Candidatos às Eleições 2014: sub-representação de negros, indígenas e mulheres: desafio à democracia”, publicação elaborada pelo Inesc. O debate também será aberto ao público presente.
‪#‎PaulaNosRepresenta‬

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